Ajuste fiscal provoca aumento de impostos

Ajuste fiscal provoca aumento de impostos

Empresa ineficiente no pagamento de tributos e no cumprimento de obrigações terá desequilíbrio junto aos concorrentes, alerta gerente da Easy-Way do Brasil

Aumento dos impostos sobre os combustíveis, reversão da desoneração da folha de pagamentos, aumento das alíquotas de PIS e Cofins para o setor de serviços. Essas são algumas das principais ações do Governo para cumprir um novo ajuste fiscal, o que vai afetar as empresas ao longo de 2015.

Recentemente foi enviado um novo Projeto de Lei acabando com a desoneração da folha de pagamento que beneficia 56 setores econômicos desde 2011. De acordo com a proposta, as empresas que pagavam alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta agora vão pagar 2,5%. Quem era submetido à alíquota de 2%, passará a pagar 4,5%. Já o aumento de 9,25% para 11,75% da Cide e do PIS/Cofins sobre os combustíveis pode provocar um aumento de custos em toda a cadeia produtiva.

Outra questão que está em estudo dentro do Ministério da Fazenda é a fusão do PIS/Cofins em um único tributo. Nesse caso, o setor de serviços pode ser o mais afetado. Atualmente, esse segmento é tributado em 3,65% com o PIS/Cofins cumulativo, já que está proibido de deduzir os gastos com mão de obra, seu principal custo de produção. Com a mudança, o setor migrará para o regime não cumulativo, hoje sujeito a uma alíquota de 9,25%, o que pode ser majorado nesse processo de mudança.

“Como prevíamos, 2015 está sendo um ano difícil com o aumento de impostos que vão reverberar na cadeia produtiva de todos os segmentos. Quem não fizer um bom planejamento tributário e não for eficiente no pagamento dos tributos e cumprimento de obrigações, pode acabar tendo um fator de desequilíbrio frente a concorrentes melhor organizados”, afirma Fernanda Souza, gerente comercial da Easy-Way do Brasil, uma das maiores desenvolvedoras de sistemas tributários, fiscais e contábeis do país.

A especialista lembra que em um momento tão preocupante, no qual todas as empresas estão procurando cortar custos, o investimento em automatização do departamento tributário, apesar de significar um desembolso inicial para a companhia, pode resultar em economia de custos a longo prazo, com a reorganização de pessoal e economia com possíveis autuações resultantes de erros de atualização de novas legislações ou inconsistências nos dados fornecidos ao fisco.

“É o tipo de investimento que poderá ser recuperado com folga ao longo do ano e trará muito mais segurança à área tributária das empresas que seguirem no caminho da automatização”, garante a gerente da Easy-Way.