Automação da área fiscal pode ser antídoto contra burocracia

Automação da área fiscal pode ser antídoto contra burocracia

Especialista da Easy-Way do Brasil diz que investimento na área aumenta a qualidade e a rapidez na execução de atividades rotineiras

De acordo com um estudo do Banco Mundial, as empresas no Brasil gastam em média 2,6 mil horas anualmente para cumprir suas obrigações fiscais. O tempo é compatível para atender as mais de 5 milhões de novas normas promulgadas desde a Constituição de 1988, segundo um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT.

É nesse cenário que a automação dos departamentos fiscais e tributários pode se tornar a grande aliada das empresas na busca por produtividade e aumento de competitividade frente aos concorrentes.

“O investimento em automação pode aumentar consideravelmente a qualidade e rapidez na execução de atividades rotineiras, liberando as pessoas para que foquem, por exemplo, na análise dos dados produzidos para melhoria do processo como um todo”, diz Fernanda Souza, gerente comercial da Easy-Way do Brasil, uma das maiores desenvolvedoras de sistemas fiscais, tributários e contábeis do país.

Com tantas obrigações fiscais a cumprir e burocracias a serem seguidas, é comum que as empresas tenham equipes completamente sobrecarregadas, o que praticamente inviabiliza qualquer possibilidade de análise mais profunda dos dados produzidos e sua utilização para melhorias gerenciais.

Dados que poderiam estar subsidiando relatórios e decisões para gerar vantagem competitiva acabam sendo relegados a segundo plano e utilizados apenas para o cumprimento da próxima obrigação a vencer.

“Além disso, quanto menos o departamento tributário de uma empresa for automatizado, maior será a possibilidade de erros nos cálculos de pagamentos de impostos”, alerta Fernanda. “Isso pode significar um pagamento a maior de tributos ou uma autuação em virtude de um recolhimento menor do que deveria ser realizado. De qualquer forma, o prejuízo é certo.”

A especialista lembra ainda que planilhas desenvolvidas internamente também são um risco alto, na medida em que as constantes alterações na legislação e burocracia tributária exigem um acompanhamento praticamente diário, o que pode ser inviável para uma empresa que não se dedique exclusivamente a essa área.

A automação cada vez maior da fiscalização é outro ponto a ser considerado. “A Receita Federal tem buscado tornar a fiscalização cada vez mais automática e a entrada em vigor de obrigatoriedades como o eSocial e a EFD-Reinf vai intensificar ainda mais esse movimento. Se as empresas não automatizarem suas rotinas poderão ter sérios problemas com uma fiscalização muito mais preparada para encontrar pequenos erros que antes podiam passar despercebidos”, diz Fernanda.