Automatização pode ser a chave do sucesso para o eSocial

Automatização pode ser a chave do sucesso para o eSocial

Pesquisa mostra que 48% das empresas não fez ainda uma avaliação das mudanças necessárias para a implantação da nova obrigatoriedade

O ambiente de testes do eSocial deve ser liberado nos próximos dias para as grandes empresas. Esse deve ser mais um importante passo para o cumprimento do cronograma da nova fase do projeto Sped, que está previsto para entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2018 para companhias com faturamento anual superior a R$ 78 milhões.

“Como o projeto vem sendo debatido já há alguns anos, teoricamente, as empresas deveriam estar nos ajustes finais para se adequarem ao eSocial e a fase de testes é a oportunidade de checar se os procedimentos internos estão todos prontos para a nova obrigatoriedade”, diz Antonio Marin, consultor de desenvolvimento e programação da Easy-Way do Brasil, uma das maiores desenvolvedoras de sistemas tributários, fiscais e contábeis do país.

Na prática, porém, a realidade pode ser outra. Segundo pesquisa recente divulgada pela consultoria EY, realizada com 386 companhias que estarão sujeitas ao eSocial a partir de janeiro, 48% não fez sequer uma avaliação das mudanças necessárias.

Outro passo importante, a revisão do cadastro de funcionários, também não foi concluído por 54% dessas empresas, enquanto que 55% ainda não definiu uma ferramenta para a transmissão dos dados requeridos pela nova obrigatoriedade.

“A qualificação do Cadastro de Pessoas Físicas – CPF e do Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS é o passo primordial para as empresas começarem a se preparar para o eSocial. Sem isso, não há como garantir que as informações enviadas sobre os empregados não serão recusadas por inconsistência nos dados”, alerta Juliana Tirapelli, Supervisora de Recursos Humanos, da Easy-Way.

Marin também acredita que é preocupante que a maioria das empresas ouvidas não tenham escolhido uma solução tecnológica para a entrega do eSocial. “Como é uma obrigatoriedade com um escopo desenvolvido recentemente, é importante que as empresas busquem um fornecedor que tenha experiência com o ambiente legal brasileiro e familiaridade com as áreas tributária e de recursos humanos, que permanecem em constante mudança”.

Para ele, é essencial buscar um fornecedor que tenha um histórico sólido e confiável no desenvolvimento de softwares, além de equipe de atendimento devidamente capacitada no tema. “Além disso, a ferramenta precisar ter uma interface de fácil entendimento e integração com o sistema corporativo da empresa, para que seja possível entregar a obrigatoriedade com segurança e tranquilidade”, explica o especialista.