Brasileiros já pagaram mais de R$ 500 bilhões de impostos esse ano

Brasileiros já pagaram mais de R$ 500 bilhões de impostos esse ano

Segundo os cálculos da ACSP o total de tributos arrecadados alcançou a marca de R$ 513,2 bilhões no primeiro trimestre de 2016

Foram necessários menos de três meses para os contribuintes brasileiros atingirem a marca de R$ 500 bilhões em impostos pagos para os Governos Federal, Estaduais e Municipais. O número foi atingido em 29 de março, um dia mais cedo que em 2015, e mostra que a arrecadação continua crescendo, mesmo com a queda na atividade econômica.

A estimativa do pagamento de tributos é realizada pelo Impostômetro, a ferramenta criada pela Associação Comercial de São Paulo – ACSP para calcular a arrecadação de impostos realizada no país e que tem um painel com a divulgação do número em tempo real instalado no prédio da sede da Associação, no centro de São Paulo.

De acordo com os dados do Impostômetro, a arrecadação no primeiro trimestre de 2016 foi de R$ 513,2 bilhões, um aumento de 0,9% em relação ao mesmo período de 2015. O crescimento mostra que mais uma vez podemos ultrapassar a marca dos R$ 2 trilhões em impostos arrecadados ao longo do ano, como ocorreu em 2015, quando a ACSP registrou a marca de R$ 2,008 trilhões de tributos arrecadados. Para esse ano, a estimativa é que sejam arrecadados R$ 2,141 trilhões em tributos.

O crescimento na arrecadação é reflexo do aumento generalizado de impostos promovidos pelos ajustes fiscais dos estados e da União promovido no início do ano. “De acordo com nossos levantamentos apenas três estados não aumentaram o ICMS sobre nenhum produto este ano, sendo que em vários estados o aumento foi sobre os bens tributados”, diz Fernanda Souza, gerente comercial da Easy-Way do Brasil, uma das maiores desenvolvedoras de sistemas tributários, fiscais e contábeis do país.

Fernanda ressalta a importância das empresas contarem com uma consultoria especializada que faça o acompanhamento dessas mudanças no sistema tributário do país. “Quem quiser fazer esse acompanhamento sozinho terá que montar um departamento apenas para ficar monitorando essas alterações na legislação, o que implicaria em um custo muito alto”, diz a especialista da Easy-Way.