Impostômetro alcança R$ 1,6 trilhão e bate recorde

Impostômetro alcança R$ 1,6 trilhão e bate recorde

Segundo cálculos da Associação Comercial de São Paulo – ACSP, governo atingiu a meta este ano 15 dias antes em comparação a 2013

No fim da tarde do dia 6 de dezembro, o Impostômetro – ferramenta criada pela Associação Comercial de São Paulo – ACSP para calcular a arrecadação de tributos no país – atingiu a marca de R$ 1,6 trilhão. O número foi atingido 15 dias antes comparando-se ao ano anterior, quando a marca só foi batida em 21 de dezembro.

Localizado no centro da cidade de São Paulo, o Impostômetro calcula o valor pago em impostos, taxas e contribuições por todos os brasileiros desde o primeiro dia do ano para a União, Estados e Municípios. Até o momento, o valor per capita pago em tributos em 2014 é de mais de R$ 8,2 mil por pessoa.

Nos últimos dias, a imprensa tem noticiado, por exemplo, a volta de tributos como a Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico – Cide, que recai sobre os combustíveis, e da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras – CPMF, que tem sido articulada por um grupo de governadores.

O desconto concedido atualmente no Imposto sobre Produtos Industrializados -IPI para as indústrias automotiva e de eletrodomésticos também deve ser encerrado definitivamente no fim deste ano.

“Se esses aumentos de impostos realmente se confirmarem, torna-se imperativo que as empresas adotem padrões de excelência na gestão de seus tributos e obrigações”, analisa Marcelo Ferreira, supervisor tributário da Easy-Way do Brasil, uma das maiores desenvolvedoras de sistemas tributários, fiscais e contábeis do país.

O especialista lembra que, como as empresas necessitem lidar com a carga tributária a que estão enquadradas, é preciso melhorar seus sistemas para ganhar o máximo de eficiência possível e com isso reduzir custos com tributos pagos de forma errada, retrabalho das equipes da área de gestão tributária e, principalmente, autuações por erros e inconsistências de informações e dados fornecidos de forma equivocada ao fisco.

“A automatização das áreas fiscais e tributárias dentro das companhias é a melhor forma de caminhar rumo a um padrão de excelência, que certamente implicará uma redução de custos”, acredita Ferreira.

O supervisor da Easy-Way lembra que a própria Receita Federal já adotou esse caminho ao dar início à implantação do Projeto Sped, que tornou a fiscalização muito mais eficiente e permitiu a emissão de multas automaticamente. “Cabe agora às empresas acompanharem essa automatização e cercarem-se com o máximo de cuidado para não incorrer em erros que podem custar muito mais caro que a implantação desses sistemas”, avalia o especialista.