Impostômetro aponta queda inédita na arrecadação de impostos

Impostômetro aponta queda inédita na arrecadação de impostos

O Impostômetro, ferramenta criada pela Associação Comercial de São Paulo – ACSP para acompanhar a evolução da arrecadação de todos os impostos e taxas no país, atingiu a marca de R$ 1 trilhão de tributos recolhidos até o dia 5 de julho. Apesar de impressionar, a marca mostra uma clara tendência de queda, uma vez que foram necessários seis dias a mais para o número ser batido este ano.

De acordo com a ACSP, o atraso é um acontecimento inédito na história do Impostômetro e pode ser explicado pela redução da atividade econômica no país, a qual refletiu em uma arrecadação menor este ano.

A ferramenta passou por mudanças e agora também apresenta de forma segregada a arrecadação para Estados e Municípios. O Estado de São Paulo, com R$ 373 bilhões, é a segunda maior arrecadação da federação e representa 37,3% da arrecadação total do país.

Ainda de acordo com os dados da ACSP, as empresas são as maiores responsáveis pelo pagamento de tributos no país, representando cerca de 30% da arrecadação, enquanto as pequenas e microempresas, bem como os empreendedores individuais recolhem 25% do total arrecadado, sendo seguidos pelas pessoas físicas que respondem por pouco mais de 20%.

“Com uma carga tributária tão alta gerando impacto sobre as empresas, a eficiência na apuração e recolhimento de impostos e taxas é um fator de extrema importância e que pode auxiliar a concorrência em diversos setores” avalia Fernanda Souza, gerente comercial da Easy-Way do Brasil, uma das maiores desenvolvedoras de sistemas tributários, fiscais e contábeis do país.

De acordo com a especialista, empresas que conseguem ser mais eficientes no cumprimento de suas obrigações fiscais, minimizam custos com retrabalhos e autuações decorrentes de possíveis erros nesse processo.

“Quanto mais automatizada e informatizada for a área tributária das empresas, menor será o risco de exposição, explica a gerente da Easy-Way”.