Impostômetro ultrapassa R$ 2 trilhões e bate recorde em 2015

Impostômetro ultrapassa R$ 2 trilhões e bate recorde em 2015

Segundo cálculos da Associação Comercial de São Paulo – ACSP, foram cobrados mais de R$ 2 trilhões em tributos dos brasileiros no ano passado

O Impostômetro, criado pela Associação Comercial de São Paulo – ACSP para calcular a arrecadação de tributos no país, registrou um novo recorde em 2015. De acordo com a estimativa da ferramenta, no ano passado foram cobrados R$ 2,008 trilhões em tributos dos brasileiros.

O número representa um aumento de 4,8% em relação a 2014, quando o Impostômetro havia registrado R$ 1,915 trilhão de impostos arrecadados, o que já havia sido recorde para o período.

A expectativa para 2016 também não é boa, de acordo com os cálculos ACSP. O Impostômetro estima que neste ano, a arrecadação no Brasil aumente quase 9,3% e atinja a marca de R$ 2,196 trilhões.

“Há aumentos confirmados de ICMS em vários estados, o esforço fiscal do Governo Federal deve continuar ao longo do deste ano e ainda tem a discussão da volta da CPMF no Congresso. Esses fatores somados realmente devem ajudar o país a superar esse recorde infeliz em 2016”, avalia Fernanda Souza, gerente comercial da Easy-Way do Brasil, uma das maiores desenvolvedoras de sistemas fiscais, tributários e contábeis do país.

Localizado no centro da cidade de São Paulo, o Impostômetro calcula o valor pago em impostos, taxas e contribuições por todos os brasileiros ao longo do ano para a União, Estados e Municípios.

A gerente da Easy-Way ressalta que, diante do quadro adverso, as empresas vão precisar melhorar seu planejamento tributário e investir em automação para que seus departamentos tributários e fiscais sejam mais eficientes e possam manter sua competitividade frente aos concorrentes.

“A informatização dos departamentos fiscais e tributários, dentre vários outros benefícios proporcionados, garante a consistência dos dados informados ao fisco e evita que as empresas sofram custos não previstos com autuações decorrentes de erros e inconformidades”, avalia Fernanda.