Nova versão do eSocial entra em fase de testes

Nova versão do eSocial entra em fase de testes

A versão 2.3 ainda não é a final que entrará em vigor a partir de janeiro, mas empresas devem começar os testes o quanto antes

Uma nova versão do leiaute do eSocial entrou em fase de testes no dia 10 de outubro. A implementação da versão 2.3 da nova obrigatoriedade vai trazer algumas atualizações e, para isso, os dados que já haviam sido enviados pelas empresas que estão participando desse ambiente de testes serão todos excluídos. Os contribuintes deverão reinserir essas informações.

Vale lembrar que a versão liberada agora pelo Comitê Gestor do eSocial ainda não é a versão final, que já foi anunciada pelo grupo que coordena a implantação da obrigatoriedade e deverá estar disponível apenas em novembro.

A versão 2.3 traz a possibilidade de fusão dos eventos de cadastramento inicial e admissão no S-2200, o novo evento S-1295 – Solicitação de Totalização para Pagamento em Contingência e o retorno do processamento da admissão com as informações do contrato de trabalho. Já a versão 2.4, com previsão de liberação em novembro, deve incluir as modificações na legislação introduzidas pela reforma trabalhista.

O eSocial entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2018, para empresas que faturaram acima de R$ 78 milhões em 2016. As demais empresas terão uma carência de seis meses para aderirem à obrigatoriedade de forma definitiva.

“É preciso entrar o quanto antes no ambiente de testes, só dessa forma as empresas vão perceber o quão complexa será essa implantação e o quanto precisam acelerar seus projetos internos para conseguir entregar a obrigatoriedade a tempo”, avalia Antonio Marin, especialista da Easy-Way do Brasil, uma das maiores desenvolvedoras de sistemas tributários, fiscais e contábeis do país.

De acordo com as estatísticas da Receita Federal do Brasil, apenas 2 mil das mais de 14 mil empresas que serão obrigadas a aderirem ao eSocial a partir de janeiro já estão realizando testes no ambiente criado para esse fim.

“É um número baixo e preocupante, mostra que as empresas ainda não entenderam que não é apenas uma questão de colocar os dados no sistema, e sim todo um projeto de saneamento no cadastro de seus colaboradores e adaptação de vários procedimentos internos”.

Marin lembra que nem mesmo a adoção de um sistema completo como o Easy-eSocial, software criado para a entrega da nova obrigatoriedade, será capaz de evitar problemas para os contribuintes se os dados inseridos forem inconsistentes.