Receita Federal aumenta a fiscalização

Receita Federal aumenta a fiscalização

Autuações no primeiro semestre cresceram quase 40% e totalizaram créditos de R$ 75,1 bilhões até junho

Números divulgados recentemente pela Receita Federal do Brasil – RFB mostram que, de janeiro a junho deste ano, o valor dos créditos tributários chegou a R$ 75,1 bilhões, um crescimento de 39,71% se comparado ao mesmo período de 2014, quando os créditos lançados foram de R$ 53,7 bilhões.

Embora a indústria tenha crescido apenas 5% em autos de infração, se comparado com o mesmo período do ano passado, ela lidera o ranking de 2015 com R$ 19,36 bilhões.

Logo após vem o setor financeiro com R$ 16,42 bilhões, aumento de 61,3% em comparação ao mesmo período de 2014, quando as autuações sobre essas empresas alcançaram R$ 10,18 bilhões. Já o comércio totalizou R$ 10,94 bilhões, alta de 120,3%, enquanto os serviços somaram R$ 10,09 bilhões, alta de 114,2%.

A Receita Federal tem feito autuações tributárias a partir do cruzamento das informações dos grandes contribuintes sempre que entende que os dados informados estão fora do padrão esperado. Esse monitoramento é realizado quase em tempo real.

“Esses números deixam claro que ninguém mais está livre de uma fiscalização minuciosa e que o conceito de ‘grandes contribuintes’ é cada vez mais abrangente”, avalia Fernanda Souza, gerente comercial da Easy-Way do Brasil, uma das maiores desenvolvedoras de sistemas fiscais, tributários e contábeis do país.

Para Fernanda, isso mostra a necessidade cada vez maior das empresas investirem em automatização de seus processos tributários e fiscais para evitar qualquer inconsistência que possa levar a uma autuação.

“Há muito tempo a automatização desse segmento dentro das empresas deixou de ser enxergada como uma despesa para ser reconhecida como um investimento com retorno garantido. O valor dispendido nesse upgrade é muito inferior ao que uma companhia gastaria com autuações decorrentes de erros gerados por inconsistências de dados, além de outros custos indiretos, como a defesa administrativa e judicial que isso provoca”, explica a especialista da Easy-Way.